CHINA APONTA O FUTURO DO COMÉRCIO MUNDIAL

A 123ª edição da Feira de Importação e Exportação da China (Canton Fair) aconteceu nas últimas semanas e contou com milhares de expositores com mais de 60.475 estandes, 25.171 empresas, atraindo empresários do mundo todo. A feira que acontece semestralmente na primavera e no outono tem extrema importância para a abertura do país para comércio exterior e colabora para promover boa parte das suas exportações, que se posiciona como uma vitrine mundial das novas tecnologias e tendências. Ao participar da feira em Guangzhou e também da Eletronic Fair, em Hong Kong buscamos entender as principais tendências da tecnologia, do varejo e do comércio internacional.

Conversando com o empresário Henrique Mol dono do grupo Encontre Sua Franquia, que também esteve na China, ele afirmou que uma das principais contribuições da feira é que “ela dá a oportunidade do principal fabricante do mundo inteiro, China, mostrar as novidades para os outros países”. Ele ainda enfatiza: “Já é uma realidade. Gente do mundo inteiro lá buscando tecnologias e novidades para implantar no mercado e varejo nos seus países”. A feira apresenta novos sistemas e modelos de negócios inovadores, contribui para a evolução da qualidade de serviços alavancando o comércio internacional.

Como já era esperado, tecnologia é um dos grandes pontos fortes da China. A realidade aumentada não se trata mais de um futuro próximo, na feira já é possível vivenciar esse conceito de forma bastante concreta. Percebemos isso ao compararmos o que foi apontado na NRF Retail’s Big Show de poucos anos atrás como tendência com o que é exposto na feira e já produzido em escala na China. Para exemplificar podemos citar: muitas soluções para armazenamento de energia e baterias; evoluções dos equipamentos de uma maneira geral, tornando-os cada vez mais autônomos; adoção de vending machines; além do investimento em recursos para o maior desenvolvimento de cidades inteligentes, internet das coisas e automatização de ambientes.

Ao apresentar para o mundo inovação em diversos segmentos, a Canton Fair oferece produtos muito diferentes com tecnologia de ponta. Para Diogo Cordeiro, franqueador da Suav Estética e Esmalteria, que também participou da feira, “é muito impressionante como a China consegue trabalhar produtos voltados para o 3º mundo, mas também consegue trabalhar com produtos de tecnologia de ponta para regiões e países de primeiro mundo”. Ele ressalta que cada vez mais os chineses estão se preocupando com a qualidade dos produtos, além de produzir artigos comuns no mundo todo de formas muito mais baratas.

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Além de empenhar-se na entrega de produtos com maior qualidade, a China também demonstrou grande preocupação social e ambiental durante a feira. Trouxe produtos que são produzidos de uma forma mais ecológica e deu grande destaque para a “batalha antipobreza da China”, implementando uma zona de exibição para expositores de regiões pobres, que tinham participação gratuita. Através da feira eles conseguem alcançar grande destaque ao apresentar seus produtos para representantes do mundo todo. Entre os produtos apresentados estavam: produtos locais, tapetes, tecidos e também produtos de tecnologia.

Esses fatos não só confirmam a mudança nos hábitos de consumo, mas também a mudança que vem sendo exigida das organizações e empresas de todos os setores. As empresas de ciência e tecnologia afirmam que se elas se estabelecem e adaptam a novos mercados globais, elas podem ser desenvolvidas em regiões pobres, levando ideias empreendedoras, contribuindo para melhorar a infraestrutura e criar novas possibilidades para os moradores dessas regiões.

Impressiona a pujança desses países ao apresentar feiras de tamanha dimensão e expressão para fomentar negócios nos quatro cantos do mundo. No Franchising, elas viabilizam que os franqueadores identifiquem o potencial de mercado para internacionalização das franquias nacionais. Observa-se por exemplo, que franquias de alimentação, beleza, tem espaço para se estabelecer em países com culturas tão diferentes. Para muitos empresários que planejam a internacionalização, entender os hábitos de consumo e as políticas exteriores deve ser decisivo. Ademais, o cenário atual se mostra muito mais acessível para os empresários participarem dessas feiras, ressalta Diogo. “É possível realizar muito networking e trazer tecnologias e ideias pioneiras para implantar em nossa rede no Brasil.” E ainda completa: “tem espaço para todo empreendedor!”.

Também conversamos com Arthur Guimarães, representante da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil e para ele o ponto principal da feira “é que o empresário que vai até a China tem muitas possibilidades de inovar o seu negócio”. Chegam com uma ideia fixa de achar um ou dois produtos, mas conhecem a feira e entendem sua dimensão e a quantidade de inovação e produtos diferentes que ela oferece e acabam enxergando uma possibilidade para expandir os negócios, tentando algumas “importações testes” ou alguma parceria. “É a melhor feira da China hoje e uma das que trazem mais oportunidades e inovação para os empresários em geral!”. Para visitar a próxima edição da Canton Fair ou obter mais informações sobre como fazer negócios com a China, o melhor caminho é fazer um contato inicial com a Câmara Chinesa de Comércio do Brasil.

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