FRANQUIAS: O ANO SERÁ DELAS

29Um número menor de redes de franquia está faturando mais no Brasil. A conclusão é parte do levantamento anual da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O estudo sobre 2016 revelou que, apesar da redução de 1,1% no total de marcas em operação no Brasil, frente a 2015, o ganho das empresas cresceu 8%, acompanhado pela alta de 3,1% no número de pontos em funcionamento, chegando ao total de 142 mil pontos de venda. O cenário atual é considerado o pior desde que a pesquisa passou a ser feita, há uma década. Todavia, é fundamental uma análise mais profunda do quadro, tendo em vista o período de instabilidade econômica e a crise política.

Mesmo com a pequena redução na quantidade de redes, a demanda por serviços e produtos de franquias no Brasil segue a todo vapor e, prova disso, está no salto de R$ 139,5 bilhões para cerca de R$ 150 bilhões da receita no ano passado. As projeções para 2017 são animadoras, com a estimativa de crescimento de 7% a 9% até dezembro. As projeções deixam claro que investir no crescimento através de franquias continua sendo um bom negócio e é visto como positivo entre os empreendedores, independente do porte da empresa. As microfranquias, por exemplo, registraram um crescimento de 45% nos últimos quatro anos.

Uma análise mais atenta aos números permite identificar uma palavra-chave que leva investidores a apostarem nas franquias: segurança. Entretanto, são muitas as vantagens das franquias, como um plano de investimentos mais assertivo e calculado, um modelo de negócio já testado que reduz as chances de ações equivocadas, possibilidades de troca de experiências entre os demais franqueados, e claro, o apoio e suporte constantes do franqueador.

Entre os dez principais segmentos incluídos no estudo do Desempenho do Franchising em 2016, o de Alimentação, como esperado, despontou entre as 50 maiores marcas de franquia no país. Ele ficou com uma fatia de 36% das redes, o dobro do segundo colocado, Serviços Educacionais, com 18%. Completam o Top 4, os segmentos de Moda, com 14%, e Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 12%. Isso não quer dizer, necessariamente, que o apetite dos brasileiros vem aumentando, mas é fato que as novas configurações familiares, redefinição de papeis sociais e aumento do poder de compra estimulam mais pessoas a comerem fora de casa. Os modelos de operação mais baratos e simples, maior variedade tipos de culinária, as tendências como a “gourmetização” e os espaços monotemáticos são outras razões que levaram as franquias de alimentação a abocanharem um maior pedaço desse mercado.

O modelo de franchising ainda tem muito para desenvolver no Brasil e apresenta várias nuances que podem ser exploradas para gerar novos negócios, renda e empregos. Diferentemente de outros setores econômicos que estão em retração, como o varejo, que, em 2016, diminuiu 4,8%, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as franquias sobrevivem e se fortalecem. Entretanto, como todo cenário econômico, os indicadores e projeções são dinâmicos e, por esse motivo, é importante estar atento ao que o mercado apresenta, às tendências de consumo e outros elementos que indicarão em que, como e onde investir. As possibilidades são diversas, mas o fato é que, mesmo no começo do ano, o setor de franquias já mostrou mais uma vez que veio para ficar.

 

Fonte: Jornal Estado de Minas, caderno Oportunidades e Negócios, coluna Franquias de A a Z. Publicação em 29 de janeiro de 2017.

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