INTERNACIONALIZAÇÃO: COMO ALÇAR NOVOS VÔOS

O movimento de internacionalização das empresas brasileiras ainda é tímido, no entanto, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), essa é uma tendência estrutural da economia e por isso esse processo deve começar a despontar e evoluir, gerando inclusive maior demanda para que o governo aumente as negociações e confira maior proteção a essas operações contra riscos políticos.

Os benefícios da internacionalização segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) são inúmeros: aumentar o valor da marca, maior capacidade de atendimento a clientes globais, diferenciação entre os concorrentes domésticos, acesso à fatores de produção mais baratos e à novas tecnologias. Além de, trazer grandes benefícios para a equipe e a organização como um todo, elevando o nível técnico, aumentando as expertises e diversificação das fontes de receita. No entanto, se trata de um projeto que deve ser realizado a longo prazo, através de pesquisas bem aprofundadas e com bastante prudência.

Dentre os motivos para a escolha da internacionalização os mais comuns são: aumentar a competitividade, melhorar o reconhecimento da marca, e nos últimos anos, o acesso à tecnologia. Este último, representando o intuito de 42% das empresas, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a USP, devido ao atraso que os empresários verificaram no Brasil e a consciência de que suas empresas não poderiam esperar. Existem muitos benefícios e também muitas formas de internacionalizar, são elas: exportação, joint-ventures, fábricas foco, subsidiárias integrais, fusões e aquisições, licenciamentos e finalmente franquias, nosso foco nesse artigo.

Estabelecer ligações de negócios fora do país de origem exige muitas decisões importantes e um processo de análise altamente cuidadoso. Antes de tudo é preciso se certificar de que o produto ou serviço está realmente consolidado e que as oportunidades dentro do próprio país estão esgotadas, pois, ao explorar essas possibilidades, é possível aumentar o capital de giro, outro ponto de atenção, e conseguir uma maior garantia antes de investir em um outro local. Além disso, o planejamento financeiro deve ser visto e revisto, de forma que o modelo que foi desenvolvido seja aplicável e escalável.

O próximo passo deve ser a escolha acertada do território para expansão e para que isso ocorra, muitos fatores devem ser considerados: conhecer o público do país, incluindo seus valores, hábitos e cultura; entender como o negócio pode se encaixar e que possivelmente ele deverá ser adaptado para as condições da região em questão; estudar o mercado do país e entender se o produto terá aceitação; conhecer seus concorrentes diretos e indiretos e entender o momento econômico global.

Para as franquias isso não é diferente, na IFA Convention 2018 essa foi uma temática debatida e ficaram para os empresários insights valiosos principalmente sobre esses fatores que mais influenciam no país onde realizar as oportunidades internacionais. Foi apresentado que é indispensável conhecer e avaliar o tamanho e as características da população do país; entender o quadro regulamentar e a política; avaliar a moeda; o sistema jurídico; a cadeia de abastecimento; infraestrutura e a força de trabalho.

Ainda que, adaptações no modelo para cada país sejam aceitáveis e até recomendáveis, o negócio não pode perder sua essência. Por isso, é necessário avaliar por exemplo, se a primeira loja será uma loja própria ou de um franqueado, já que, segundo o sócio fundador da Spoleto, Eduardo Ourivio, em entrevista ao portal da Endeavor, a primeira loja é voltada para a experiência e os primeiros gastos poderão ser maiores que o esperado, mas de toda forma, ele considera que tudo é válido e que esses conhecimentos devem ser utilizados para aprimorar o negócio.

Muitos pontos que exigem cautela e um dos principais é o controle dos processos, pois, em um outro país, será mais difícil acompanhar de perto a operação. Uma recomendação é enviar alguém que já conhece os processos e tenha feito parte da equipe no país de origem, para aumentar as chances de sucesso através da experiência. Com o conhecimento da cultura e das leis do país também é mais fácil evitar que o franqueado ganhe o conhecimento da sua operação e que se torne um concorrente. Após estudos, análises e ao aprimorar ao máximo o negócio o empresário poderá garantir que a qualidade seja a mesma em qualquer lugar do mundo e poderá se abrir a novas possibilidades.

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