VAREJO AQUECIDO E FRANCHISING EM CRESCIMENTO

A exposição de alguns dados nos dão projeções positivas para o segundo semestre do ano. A injeção de 44 bilhões de reais do saldo das contas inativas do FGTS impulsionou a recuperação do poder de compra das famílias brasileiras que, além de quitar suas dívidas, investiram principalmente na compra de bens duráveis e semiduráveis. Em paralelo, tivemos também o recente aumento do nível de confiança do consumidor, assim como o otimismo para recuperação da economia.

A Pesquisa de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF), divulgada na última quinta-feira (15) reitera os dados positivos do primeiro trimestre desse ano. O setor cresceu 6,8% no segundo trimestre com relação ao mesmo período de 2016, alcançando 37,5 bilhões de reais. Os setores com o crescimento mais destacado são hotelaria e turismo (10,1%), saúde, beleza e bem estar (9,4%), casa e construção (8,6%) e entretenimento e lazer (7,0%), que tem seu progresso devido à recuperação de momentos anteriores de dificuldades.

Algumas tendências trazem força para o franchising e impulsionam esse crescimento. São elas a interiorização das redes de franquias, visto pelo aumento de unidades principalmente na região Nordeste do país e em cidades de pequeno e médio porte; o acréscimo do investimento em modelos de microfranquias, com custos de implantação mais baixos e operação simplificada; e o aumento do número de multifranqueados, que são franqueados que operam mais de uma unidade de uma mesma rede, proporcionando a estabilização do número de redes e também aumentando o número de unidades e fortalecendo a marca.

A retomada do varejo também é apontada por meio de dados do Valor Data. As cadeias varejistas apuraram alta de 14,8% na receita líquida no primeiro trimestre do ano em relação a 2016, alcançando R$ 25,76 bilhões. O índice supera a inflação no período, de 4,57% no acumulado de 12 meses, até março, com ganho real nas vendas. Chama a atenção observar que a indústria não cresceu proporcionalmente, o que se deve ao fato de que as lojas estão conseguindo vender os produtos que já estavam disponíveis em seus estoques.

Um dos motivos para os resultados positivos é o perfil resiliente do empreendedor brasileiro, que busca alternativas para continuar vendo o seu empreendimento crescer. A capacidade de adaptação dos produtos e serviços, investimentos em marketing e ações estratégicas podem atrair o público e fazer com que os negócios continuem se desenvolvendo mesmo em momentos de dificuldade.

Os fatos apresentados evidenciam que o franchising brasileiro continua em processo de crescimento, aumentando a credibilidade para que os novos empreendedores comecem seus próprios negócios investindo em franquias. O que não falta são opções lucrativas, testadas e com reduzida chance de erro para te levar ao sucesso!

Lucien Newton, coluna Franquias de A a Z, Jornal Estado de Minas. Publicação em 13/08/2017.

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